1-A Primavera.
A manha estava nublada no sul da cidade, sem pássaros, sem flores, sem sorriso.A cerca de um mês tudo era igual,de um ar completamente sutil,um sorriso se abriu.A primavera finalmente reinou na cidade de São Francisco. Mas não era nada daquilo que me fazia pensar o motivo pelo qual as flores mudaram de cor ou porque o amor é tão difícil. A cerca de dois meses atrás eu encontrei o garoto mais lindo que já vi em toda minha vida – em pelo menos uma parte dela, eu vivi apenas dezesseis belas primaveras- ele tinha um cabelo cor de caramelo com o corte tradicional da estação, seus olhos haviam uma leve carência escondida por trás dos íris azuis.Não sabia o que fazer, então fiquei ali parada , admirando aquele ser que mais parecia um anjo. Naquele momento ele encontrou meus olhos e aquele brilho incessante dos seus olhos me fizeram sentir algo inexplicável .Não haviam borboletas no meu estomago- elas estavam em volta de mim- Minha pulsação estava controlada, eu estava apenas sorrindo.
Imaginei como vivi dezesseis anos sem aquele olhar ou ao menos pensar com alguém parecido com ele.A já posso saber, eu não sou capaz o bastante de imaginá-lo nem em meus melhores sonhos, acredito porque nada daquilo era um sonho.Pisquei mais duas vezes e o vi sorrir de volta, e de imediato fortes e doces pingos caiaram do céu, a praça onde eu estava ficou vazia – era primavera, achei que havia tudo voltado a ficar bem – humildemente abri um guarda-chuva e sai andando.
São dezenove quadras ate a casa azul com janelas vermelhas,minha mãe suspirava cores, era uma artista renomada, influenciada pela separação de dois casamentos com o final desorientador e perturbador .Coloquei a mão direita na maçaneta da porta, mal a girei ela se abriu, ele estava vestido de palhaço, ele era meu irmão. Incrível como aquela fantasia combinava perfeitamente com ele.
Continua.

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